“A finitude e a fragilidade do corpo são restauradas pela escrita. Escrita lavrada e laborada que, ao não ser mais traço, rastro, marca, risco a ferir uma superfície, torna-se objeto impenetrável que devora o tecido e mostra seu próprio avesso. À constatação da impotência da arte para dar soluções às nossas angústias acompanha a certeza de que através dela é, pelo menos, possível dar testemunho da nossa existência.” Maria Anagelica Melendi


“40 palavras” Bordado s/ tecido - 2009



60x40 cm
Bordado s/ tecido - 2006
20x20 cm
bordado s/ tecido - 2005
40x140 cm
Bordado s/ tecido - 2005
20x23 cm
Nanquim vermelho s/ papel - 2009

31x45 cm
Nanquim vermelho s/ papel - 2009
31x44,5 cm
Nanquim vermelho s/papel - 2009
20x23 cm cada
Nanquim vermelho s/ papel - 2009
20x23 cm nanquim s/ papel - 20x23 cm nanquim s/ papel - 31x44,5 cm Grafite s/ papel - 2009
66x95,5 cm
Nanquim s/ papel vegetal – 2009
31x44,5 cm
Grafite s/ papel - 2009
50x70 cm
Nanquim e grafite s/ papel absorvente – 2009
66x95,5
nanquin s/ papel vegetal2009
O mar vinha sempre e invadia tudo. Desrespeitoso. Uma grande onda chegava e levava tudo e depois ia embora e só restava a solidão. Depois, ela foi morar em uma construção abandonada, um esqueleto de concreto. Por vezes, ela tinha que caminhar por vigas soltas no ar. Mas o mar voltava, invadia tudo, e ela ficava ali paralisada com medo e sozinha. Nenhum som, nem o barulho do vento, nem o barulho do mar. Só o nada.

66x95,5 cm
Grafite e nanquim s/ papel vegetal - 2009